domingo, 7 de novembro de 2010

Ninguém Sabe .




 Ninguém sabe como você se sente quando está aí sozinha, não é?
Deitada em sua cama, farejando sofrimento pelos cantos. Podemos jurar que você sente o peso de suas escolhas na fronha do travesseiro.
Arranhando as paredes com sua dor e seu cansaço. 
As horas passam e o sono não vem  e essas coisas todas ficam em sua cabeça, 
como um cata-vento melancólico numa tempestade ou algo que o valha.
Ninguém sabe. Jamais vão entender o seu amor – pelas pessoas e por essa vida. 
Aos poucos acaba a dor, não se preocupe – acaba o amor.
Devagar você deixa essa paixão toda de lado.
E se torna o que imaginavam de você. 
Algum dia você vai deitar por acaso e sentirá mãos ávidas, 
mas sem sentido em suas pernas, em seu corpo. 
Seu corpo é o objeto de seu prazer, mas, 
ninguém nunca entendeu essa sua necessidade narcisista de sexo.
Me desculpe por contar a verdade, 
mas enfrentar a solidão é para os espíritos fortes e, acima de tudo, uma escolha.
Cada alma solitária faz por merecer sua condição. 
Algumas amam demais e assustam, outras amam de menos e magoam. 
Cada qual luta por seus ideais, mas, no final, todos saem machucados dessa vida.
E o amor acaba ficando para trás: sob um céu estrelado ao lado de quem se ama 
ou num quartinho de hotel barato, nas unhas afiadas e mal pintadas 
de uma puta que não beija na boca .


J. Doe .

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